Empresas são as pessoas, mas tem gente que não percebe isso.

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Me impressiona ainda a quantidade de empresários que não valoriza o capital intelectual existente em suas empresas, e que, por conta dessa atitude, colocam uma boa empresa em uma situação ruim de competitividade. Há pouco tempo presenciei um caso desses. O empresário olhou para todos os pontos importantes em um determinado momento, todos os pontos burocráticos, ajustes administrativos, adaptações de processos, relatórios, sistemas, em pouco tempo ficou quase tudo perfeito, mas esqueceu do fundamental, as pessoas.

Uma empresa existe graças as pessoas, sejam elas colaboradores ou clientes. São as pessoas que movimentam os negócios, articulam as informações e são responsáveis por fazer as coisas acontecerem, o conhecimento, que é parte das pessoas e parte da empresa, é o grande diferencial competitivo nas organizações de hoje, principalmente no atual momento, onde na maior parte dos setores da economia existe a falta de mão de obra especializada, de mão e cabeça.

Quando existem processos onde as pessoas são negligenciadas acabam por gerar, em curto espaço de tempo, um êxodo de colaboradores e com eles o capital intelectual. Se o concorrente for esperto e absorver a uma equipe toda, ou boa parte dela, pronto! Em pouco tempo ele possui seus processos e conhecimentos que antes eram o seu diferencial competitivo. Portanto, você que é um gestor, pergunte-se: Na minha empresa eu valorizo o conhecimento das pessoas? Eu reconheço o conhecimento deles como parte fundamental do valor agregado que ofereço aos clientes? Eu tenho humildade em reconhecer que sem eles sou mais fraco? Se você respondeu “não” para uma dessas perguntas, refaça e responda com maior critério. Se respondeu “não” para duas delas, contrate rapidamente um consultor ou alguém com maior habilidade para gestão de pessoas. Se respondeu “não” para todas elas, procure algo diferente para fazer, pois no mundo de hoje não existe espaço para empresas feitas por um único cérebro.

Quem não valoriza o capital intelectual na era da informação não está dando um tiro no pé, o tiro é na cabeça!

Você sabe o que é uma marca? (Branding)

Marca é algo que vai além de um nome, um logotipo bonito e alguns investimentos em marketing que você tenha feito. Marca tem a ver com entrega, é um contrato silencioso que existe entre uma empresa e seus consumidores e que, nos dia de hoje, são chamados também de fãs.

A Apple e sua maçã mordida, uma inteligente referência à palavra “bite” (morder em inglês e também “byte” unidade de medida em informática) é um dos grandes exemplos disso, porque a cada novo lançamento você sabe que vai encontrar um produto de excelente design, ergonomia e inovação tecnológica, um ícone de status e um produto único que permite total customização, nenhum iPod, iPad ou iPhone é igual ao outro, cada um tem sua própria alma criada por seu dono. Isso é um compromisso de marca x consumidor.

Pense bem, você tem uma marca?

Esse vídeo mostra de uma maneira bem didática o que é uma marca, o que ela deve fazer por umaempresa e o que o consumidor espera de uma boa marca.

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Brasil Brokers lucra 3,92% mais no 4º trimestre, com pressão de custos

A Brasil Brokers (BBRK3) apresentou na noite da última terça-feira (20) um lucro líquido de R$ 22,91 milhões para o quarto trimestre de 2011. O patamar é 3,92% maior do que o observado no mesmo período de 2010. Apesar desse avanço, a margem líquida (lucro líquido/Ebitda) retraiu de 22,0% para 20,5% na mesma base comparativa.

A expansão da receita líquida, porém, foi mais expressiva. Com 29% a mais em valor geral de vendas lançadas, em R$ 12,79 milhões, e R$ 5,17 milhões de vendas contratadas – alta de 5% frente ao 4T10 -, o faturamento contabilizou R$ 112,04 milhões entre outubro e dezembro, avançando 11,67% na mesma comparação.

Segundo o comunicado de resultados divulgado pela empresa, uma parceria entre a Brasil Brokers e o HSBC auxiliou na formação dessa receita. Foram R$ 362,2 milhões em financiamentos imobiliários junto ao banco, o que trouxe uma entrada adicional de R$ 7,9 milhões à receita do ano.

Pressão de custos sobre o caixa
No entanto, a empresa informa que seus custos e despesas relativos à operação também tiveram grande alta, de 20,4% no quarto trimestre, em bases anuais. Esses gastos totalizaram R$ 74,3 milhões no período, por conta da maior participação na Abyara, abertura de lojas desde janeiro, e também de marketing para cuidar da unificação da marca.

Isso pressionou o Ebitda (geração operacional de caixa) dos três meses, que acabou caindo 2,24% na mesma comparação, para R$ 37,70 milhões. Além disso, a margem Ebitda – ou quanto da receita se mantém na geração de caixa – também recuou, de 38,4% para 33,7%. Mas o comunicado explica que esses fatores não são recorrentes.

Acumulado do ano
Considerando o ano como um todo, o lucro líquido foi de R$ 106,60 milhões, 46,44% maior do que em 2010. Já a receita nos 12 meses chegou a R$ 407,71 milhões, alta de 21,49%. O Ebitda alcançou R$ 151,66 milhões, avançando 24,80%, e sua margem Ebitda se expandiu em um ponto percentual, para 37,2%.

Durante 2011, a Brasil Brokers gastou R$ 21,6 milhões presentes em seu caixa para investir em modernização e manutenção das instalações, expandir lojas próprias e também melhorar sistema e equipamentos referentes à consolidação das marcas. Já o desembolso para pagar aquisições ficou em R$ 30,9 milhões.

Por falar em compra de ativos, ao fim do quarto trimestre, ainda faltavam R$ 56,3 milhões a pagar nesse sentido. Desde o fim de 2010, a companhia adquiriu cinco corretoras de imóveis.

Confira os resultados da Brasil Brokers:

(em R$ milhões) 4T11 4T10 Variação 2011 2010 Variação
Receita Líquida 112,04 100,33 +11,67% 407,71 335,59 +21,49%
Ebitda* 37,70 38,57 -2,24% 151,66 121,52 +24,80%
Margem Ebitda** 33,7% 38,4% -4,7 p.p. 37,2% 36,2% +1 p.p.
Lucro Líquido 22,91 22,05 +3,92% 105,60 72,79 +46,44%

 

Fonte:  UOL Economia (http://zip.net/bjf8lm)

Uma nova onda no mercado imobiliário já começou.

Pode tomar nota: redes imobiliárias, marcas unificadas e maior valorização financeira do corretor no processo são os primeiros passos para quem quiser surfar essa nova onda.

Diversos setores da economia brasileira mudaram muito nos últimos dez anos. Foram fusões, aquisições, novos concorrentes, preços mais baixos, preços mais altos… Enfim, setores que passaram transformações, por um mesmo motivo, fazem parte de uma aldeia global e existe uma organização econômica que se espalha pelo mundo e que aos poucos vai equalizando as relações de mercado.

No Brasil e no mercado imobiliário não será diferente. Surgiram as empresas de capital aberto, fusões e aquisições com empresas internacionais no setor de construção e incorporação. Soma-se a isto a chegada das grandes redes de franquias imobiliárias.

Esta última categoria traz, em minha opinião, uma mudança importante na base da pirâmide desse setor. Um exército de profissionais e empresários imobiliários está entrando em uma nova onda: a das redes imobiliárias. Por que eu digo que essa é uma nova onda? Principalmente porque traz em si, além do trabalho compartilhado, VALORES, além de um CÓDIGO DE ÉTICA e CONDUTA que vai realmente profissionalizar o mercado imobiliário brasileiro e nos fazer chegar aos NÚMEROS que podemos. Por incrível que pareça e apesar do mercado imobiliário brasileiro parecer enorme, você ficaria surpreso em saber que grande parte dele é puro potencial, mas que necessita de um agente transformador na base, onde estão as empresas imobiliárias e corretores formais (e informais) que existem em nosso país.

O negócio imobiliário na base da pirâmide, foi e é assim em todo o mundo, nasce com as mesmas características. São empresas familiares de baixo custo e ótima rentabilidade que normalmente levam o nome do empresário como marca por conta da sua boa penetração política e geográfica na região onde atua; e assim, a tradição, o conhecimento e a influência acabam determinando o sucesso da empresa.

Muito bem, o segundo momento na evolução desse mercado é o compartilhamento, onde os empresários percebem que o seu poder de influência diminui na medida em que existem outras empresas com tradição e conhecimento disputando mercado na mesma região. Então, eles se unem muitas vezes de maneira informal, em outras, criando redes bem estruturadas, mas sempre com um objetivo: manter o poder de influência e proteção de seu mercado para evitar novos entrantes. É comum vermos redes imobiliárias que simplesmente param de crescer porque se sentem donas de uma região geográfica.

Mas uma nova onda começou no Brasil, num primeiro momento de forma tímida, mas vai fazer com que muitas empresas, simplesmente avancem da fase um para a fase três, quatro ou cinco. Isso porque a realidade do mercado imobiliário com o crescimento econômico somado à velocidade de informação e tecnologia permite isso. Novos entrantes, novos empresários estão se estruturando para trabalhar de forma mais equalizada com o resto do mundo. Quando digo resto do mundo, estou falando de mercados imobiliários mais desenvolvidos como o americano e o de alguns países europeus.

Nessa nova onda, as redes e o compartilhamento de informação estabelecem o poder de influência e penetração geográfica, a marca unificada dá a musculatura para um iniciante que muitas vezes empresas com anos de mercado não conseguem ter. Isso tudo é muito rápido! Essa transformação vai ocorrer muito mais cedo do que alguns imaginam, porque ela não depende de um modelo que indique um caminho, ela é o próprio caminho e assim não depende que alguém mostre como fazer, ela é feita a todo tempo, em todo lugar, na mesma velocidade em que o mercado imobiliário cresce.

Uma lição de meu Avô que divido com você

Sempre me lembro de uma história com o meu Avô e resolvi postar aqui, talvez ela seja útil para outros como é para mim.  Meu Avô era médico, empresário dono de uma gráfica de livros e um dos caras mais inteligentes que conheci, essa não é a opinião de um neto, muitos que conheceram meu Avô e que depois me conheceram adulto me disseram isso, eu apenas concordava.

Enfim, ele tinha uma mania de me fazer aprender coisas através de perguntas que fazia, geralmente quando queria te ensinar algo ele fazia uma pergunta inteligente e ela por si só fazia com que você pensasse e encontrasse a resposta. Talvez venha daí meu lado questionador que não me permite aceitar “porque sim” como resposta.

Em uma tarde, em uma cidade chamada Itanhandú, no sul de Minas Gerais, meu Avô morou lá por uns 10 anos, aposentado resolveu viver em um lugar bucólico, para desespero de minha avó, uma mulher ativa que adorava cinema e passeios em shoppings, ela morreu aos 83 anos ainda acordando às 6h30 da manhã para fazer ginástica diariamente. Continuando, não me lembro bem o porquê, mas me lembro que eu devia ter uns 9 ou 10 anos e fiz um pedido ao meu Avô, dessas coisas que criança pede por horas e se você nega ela acaba esquecendo porque de fato não tinha a menor importância, e como geralmente fazia, ele me respondeu com uma pergunta:

- Isso é um desejo ou um sonho?

Lembro que respondi, pensando na tangibilidade, mesmo sem saber o que significava tangível, mas era nisso que eu pensava naquele momento. – É um desejo! – e ele retrucou:

- Resposta errada. Para ter é preciso, antes de qualquer coisa, saber desejar.

Eu perguntei:

- E como é saber desejar?

Ele me respondeu com uma palavra:

- Sonhe.

Muito mais tarde, anos depois, meu Avô nem era mais parte desse planeta houve um estouro literário no mundo todo chamado “A Lei da Atração”, confesso que comprei, mas nunca li, perdi o interesse quando um amigo me disse sobre o que se tratava e eu respondi pra ele.

- É isso?! – Meu avô me ensinou isso há muito tempo atrás com apenas duas frases. Acho que vou ler outra coisa.

Desde então eu sempre lembro que para ter é preciso saber desejar.

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